Pelo Pastor Pedro Montoya
Que a paz do Senhor esteja contigo e com a tua casa. Dou graças ao Deus eterno, ao Todo-Poderoso, ao Criador do céu e da terra por este tempo que Ele nos permite em Sua graça e misericórdia para estabelecer o conselho de Sua Palavra.
Introdução: Conhecemos Realmente a Deus?
Temos a incumbência da parte do Espírito de Deus de estabelecer ensino sobre quem é o Deus a quem cada um de nós serve. Quem é o Deus cujo nome invocamos? O Espírito de Deus testifica que nem todos conhecemos o Senhor. Muitos temos referências, mas não conhecimento real de quem é o Senhor, de quem é o Deus a quem estamos servindo.
A incumbência que o Espírito de Deus nos entregou é que cada um de nós aprenda a conhecer, a entender quem é o Deus a quem estamos servindo.
O Diagnóstico Divino: Um Povo de Lábios
No livro do profeta Isaías, capítulo 29, versículo 13, encontramos uma palavra que lemos em mais de uma ocasião:
«Diz, pois, o Senhor: Porque este povo se aproxima de Mim com a sua boca e com os seus lábios Me honra; mas o seu coração se afastou de Mim, e o seu temor para Comigo foi ensinado por mandamento de homens.»
Esta mesma palavra encontramos nos evangelhos, proclamada novamente pela boca de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Não está escrita somente no Antigo Testamento, mas foi confirmada pelo próprio Senhor Jesus.
A pergunta que surge é: como é possível que o povo de Deus — um povo que conhece, que invoca, que estuda as Sagradas Escrituras, um povo ensinado desde muito pequeno, desde a infância — possa chegar a esta condição? Como pode um povo conhecedor da Palavra cair nesta situação?
Se você ler novamente o versículo 13, perceberá que há uma condição de deterioração espiritual. Não é um povo que está vivendo em pecado aberto ou na vaidade de seu entendimento como um povo gentio. É um povo que conhece, que entende, que é conhecedor. Mas como chegam a se aproximar com sua boca e a honrar com seus lábios, porém ter seu coração longe de Deus?
Dois Caminhos para o Afastamento
Há duas formas pelas quais um povo ou uma pessoa podem chegar a esta condição:
Primeira Forma: O Afastamento Premeditado
A primeira é de forma premeditada, ou seja, que a pessoa tenha determinado se afastar de Deus, viver de aparência diante dos demais. Invocar, confessar, proclamar, inclusive até testificar, mas tendo decidido viver afastado de Deus.
Segunda Forma: A Ignorância Instruída
Há outra forma na qual quero me concentrar: uma segunda forma é porque desconhece, porque ignora, porque não foi instruído, porque não foi ensinado a respeito. «Eu não sabia que isso tinha que ser feito assim. Eu não entendia, nunca me ensinaram, nunca me disseram que isso tinha que ser desta forma.»
A última parte do versículo confirma isto: «E o seu temor para Comigo foi ensinado por mandamento de homens.»
O que isso quer dizer? Que estavam vivendo um evangelho teórico, estavam seguindo ensinamentos teóricos mas não vivenciais. Estavam instruídos, sim; tinham muito conhecimento, sim; mas não havia vivência alguma, simplesmente só teoria.
Quando uma pessoa está caminhando em um conhecimento vago, em um conhecimento vão, em um conhecimento superficial, pode chegar a cair nesta situação: um povo que confessa, que adora, que honra, mas somente de lábios, com seu coração longe, caminhando longe de Deus.
O Problema do Conhecimento Sem Vivência
Em Isaías capítulo 5, versículo 13, encontramos um texto que muitos de nós ouvimos em mais de uma ocasião:
«Portanto o meu povo foi levado cativo porque não teve conhecimento, e a sua glória pereceu de fome, e a sua multidão se secou de sede.»
Por que foi levado cativo? Por que terminou em uma condição deplorável? Apesar de ter caminhado nos caminhos do Senhor, terminou em uma condição deplorável porque faltou-lhe conhecimento.
Mas qual conhecimento? Se claramente diz a parte final do versículo 13 de Isaías 29 que «o seu temor para Comigo foi ensinado por mandamento de homens».
Isto é fundamental: cada um de nós, homens e mulheres de Deus que estamos buscando caminhar na graça e na misericórdia do Senhor, devemos entender que a vida de fé não consiste em conhecimento. A vida de fé não é acumular conhecimento, ainda — ouça bem — ainda que seja de Deus. Não consiste em ter conhecimento; consiste na vivência com o Espírito de Deus.
A Comunhão Íntima com Deus
No Salmo 25, versículo 14, o Senhor, pela boca do salmista Davi, expressa: «A comunhão íntima do Senhor é com os que O temem, e a eles fará conhecer o Seu pacto.»
A comunhão íntima, a revelação, a vivência que o homem e a mulher podem desenvolver com o Senhor somente vem através da intimidade com o Senhor, não através do conhecimento.
Nestes últimos tempos que estamos vivendo sobre a face da terra, o conhecimento está sendo enfatizado acima de tudo. Isto não está alinhado com o que as Sagradas Escrituras estabelecem, porque não é o conhecimento, é a vivência que cada um de nós pode desenvolver.
Em Jeremias capítulo 17, versículos 9 e 10, encontramos:
«Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos, para dar a cada um segundo os seus caminhos, segundo o fruto das suas obras.»
Não é o conhecimento que nos levará à comunhão íntima com o Senhor. Não é o conhecimento teórico, não é o conhecimento acadêmico. É a comunhão íntima, é a revelação de Deus estabelecida sem obstáculos, sem barreiras, sem desculpas. É fazer o que o Senhor quer que cada um de nós faça.
Três Demandas para Evitar o Afastamento
Neste capítulo 29 de Isaías, vamos estudar três demandas que o Senhor nos apresenta, precisamente para nos guardar de cair na condição do versículo 13.
Primeira Demanda: Entender os Tempos de Visitação de Deus
O versículo 6 diz: «Do Senhor dos Exércitos serás visitado com trovões e terremotos e grande ruído, com redemoinho e tempestade e labareda de fogo consumidor.»
É importante que cada um de nós entenda os tempos de visitação de Deus. Aqui é onde começa a se diferenciar entre uma vida espiritualmente próspera e uma vida em declínio espiritual.
Hoje em dia, a grande maioria de nós temos conceitos deficientes do que é a visitação de Deus. Muitos de nós acreditamos que a visitação de Deus é medida pela algazarra. Muitos acreditamos que a visitação de Deus se manifesta através de sinais, milagres, coisas sobrenaturais para nosso benefício que acontecem ao nosso redor.
Se a situação me favorece, então dizemos que é visitação de Deus. Mas o que acontece quando a situação não nos favorece? Muitos veem isso como um ataque de Satanás.
Vamos ler novamente o versículo 6: «Do Senhor dos Exércitos serás visitado — ouça bem — com trovões, com terremotos, com grande ruído, com redemoinho e tempestade e labareda de fogo consumidor.» Isto é visitação de Deus.
O Exemplo do Monte Sinai
O que aconteceu quando o povo de Israel saiu do Egito e se estabeleceu ao pé do monte Horebe Sinai? Deus disse a Moisés: «Diga ao povo que se prepare; depois de três dias Eu Me apresentarei diante deles.»
De fato, no terceiro dia o Senhor desceu em chama de fogo, com som estrondoso, com trovões, com nuvens ao redor do cume do monte, e um ruído forte que a Palavra diz que continuava aumentando.
Qual foi a reação do povo? A reação do povo foi se afastar. Por quê? Porque viram naquela manifestação algo que os assustava, algo que os afastava. Isto também é visitação de Deus.
Redefinindo a Visitação Divina
Visitação de Deus não é somente tempos de prosperidade econômica. Não é somente tempos quando as coisas saem como havíamos pensado e planejado. Os tempos de visitação de Deus não são somente aqueles nos quais encontro prazer, satisfação e regozijo.
Você se lembra quando o Senhor Jesus foi transfigurado na presença de Pedro, João e Tiago? A expressão de Pedro foi: «Senhor, vamos ficar aqui, façamos três tendas.» Muitos têm como única definição de visitação precisamente esses eventos.
No livro do profeta Joel, capítulo 1, versículo 15, lemos: «Ai do dia! Porque o dia do Senhor está perto, e virá como destruição do Todo-Poderoso.» Isto também é visitação.
A Visitação em Meio à Adversidade
Por que não podemos desenvolver comunhão íntima com o Senhor? Por que caímos em uma condição espiritual tão deteriorada como honrar a Deus com nossos lábios mas ter nosso coração longe? Porque não conhecemos os tempos de visitação de Deus.
Nossos conceitos de visitação são que tudo corra bem para mim, que eu prospere em tudo, que eu seja abençoado em tudo. Estamos praticamente dizendo que eu sou o centro, que eu me destaque, que eu me realize, que eu obtenha tudo o que estou pedindo.
Mas quando as coisas não saem como queremos, quando as situações se tornam tão fortes e deteriorantes que dizemos «não aguento mais», isso também é visitação de Deus.
O Caso de Jó
Vejamos o caso de Jó. Quarenta e dois capítulos onde Jó perde sua propriedade, perde seus filhos, perde seus empregados, perde suas propriedades, perde absolutamente tudo. A Palavra diz que Jó era extremamente conhecido em toda a cidade. Isto significa que também perdeu seus amigos. De todos os seus amigos, somente três permaneceram no final, e infelizmente muito do que disseram a Jó deteriorou ainda mais sua condição.
Isso também é visitação de Deus. Mas essa é a parte que a grande maioria de nós não quer. Essa é a parte que muitas vezes quando chega às nossas vidas repreendemos, porque acreditamos que vem de Satanás.
O Propósito da Visitação Adversa
Os tempos de visitação de Deus são precisamente — ouça bem — para nos despertar de uma condição de adormecimento. Agora você entende por que Deus visita com trovões, com terremotos, com ruído, com redemoinho e tempestade e chama de fogo. Porque Ele busca nos despertar, porque Ele busca remover aquela condição de ociosidade na qual caímos, porque Ele busca nos fazer entender quem é o Deus a quem servimos.
No capítulo 5 do livro de Atos dos Apóstolos, narra-se um cenário no qual os apóstolos Pedro e João haviam sido presos pelo Conselho, eles haviam sido intimidados e maltratados. Quando retornam aos seus para contar-lhes tudo o que havia acontecido, chegaram alegres.
O texto diz que oraram ao Senhor e houve um terremoto precisamente quando estavam orando. Visitação de Deus. Mas quem e quantos de nós queremos, em um momento de manifestação de Deus, passar por um terremoto? Posso lhe dizer: nenhum.
Por quê? Porque temos conceitos deficientes do que é visitação de Deus. Acreditamos que uma visitação é somente algazarra, somente louvor, somente cânticos, somente música, somente uma manifestação sobrenatural. É um conceito deficiente que nos inculcaram ou que aprendemos.
Mas a visitação de Deus é também coisas que não vão muito a nosso favor. Sabe por quê? Porque há algo que devemos entender a respeito da manifestação de Deus: Deus faz como quer. Não é segundo nossa apreciação ou segundo nosso deleite. Deus faz como quer.
A Confrontação de Jesus
O evangelho de João narra o momento quando Jesus confrontou todos os Seus seguidores — milhares deles, não discípulos, mas seguidores — com uma palavra forte e confrontadora: «Vocês estão Me seguindo pelo alimento que estou lhes dando diariamente.»
Uma palavra forte. Quem quer recebê-la? Ninguém. Não conheceram o dia da visitação. Porque queremos um tapinha nas costas, porque queremos uma palavra motivadora, porque queremos uma expressão de aprovação.
Deus faz como quer, e Ele o faz precisamente porque sabe o que há em cada um de nossos corações. Jeremias 17:9-10 confirma: «Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o Senhor, que esquadrinho o coração e provo a mente.»
Na versão original diz: «Eu, o Senhor, que esquadrinho e aprovo o coração e a mente para dar a cada um o seu caminho segundo o fruto das suas obras.»
Deus faz como quer, precisamente para endireitar as coisas. Não é do homem ordenar seus passos, mas do Senhor que pesa os caminhos do homem.
Primeira demanda: entender e conhecer os tempos de visitação de Deus.
Segunda Demanda: Reconhecer que se Caiu em Juízo de Deus
O versículo 10 diz: «Porque o Senhor derramou sobre vós espírito de profundo sono, e fechou vossos olhos; cobriu vossos profetas e vossos principais videntes.»
Como é possível que seja Deus quem derramou espírito de profundo sono? Quando fala de espírito de sono, está falando de sono espiritual. A pessoa caiu em letargia espiritual, caiu em declínio espiritual. Lê e não entende, ora e não sabe o que orar. A condição da pessoa veio de Deus.
A Palavra diz claramente: «Fechou vossos olhos e cobriu vossos profetas e vossos principais videntes.» O que isto quer dizer? Que é como se os céus tivessem se fechado. Não tenho manifestação de Deus, não tenho palavra de Deus, não tenho resposta de Deus. Estou orando, mas não vejo resultados nem ouço a Deus.
É um juízo de Deus. Sim, a pessoa entrou em juízo.
A Rejeição Contemporânea dos Juízos Divinos
Este é um conhecimento que hoje no evangelho contemporâneo muitos rejeitam. «Não, impossível, isso não pode ser de Deus. Além disso, se estivéssemos lendo este mesmo versículo, essas mesmas pessoas diriam: ‘Não, isso foi para o Antigo Testamento, isso foi para o povo de Israel, mas isso não é para nós.'»
Sabe por quê? Porque infelizmente, dentro das definições que muitos de nós temos hoje, somos seletivos. «Isto não, porque vem do Antigo Testamento. Isto não, porque é para o povo de Israel. Isto não, porque Deus é amor, porque Deus é misericórdia.»
Muitos de nós estamos caminhando sob conceitos seletivos, e isto está causando grande dano ao povo de Deus, porque não está crescendo.
A Saída do Juízo Divino
O que acontece se um homem ou mulher entra em juízo de Deus? Reconhecer, admitir: «Senhor, eu não entendi os Teus tempos de visitação.» Porque precisamente por isso vêm os juízos de Deus: porque você não entendeu a visitação de Deus.
Quando Jesus, na última semana de Seu ministério terreno, entrou em Jerusalém, a Palavra diz no evangelho de Lucas que Jesus se dirigiu a Jerusalém e disse: «Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis Eu ajuntar teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, mas não quiseste!» E disse algo mais: «Porque não conheceste o tempo da tua visitação, ruína e destruição virão sobre ti.»
Quando um homem ou mulher não conhece os tempos de visitação, cai quase instantaneamente em juízo de Deus. Deus fecha. Diz claramente: «Porque o Senhor derramou sobre vós espírito de profundo sono; fechou vossos olhos, cobriu vossos profetas e vossos principais videntes.»
A Chave para Sair do Juízo
O que Deus está esperando para que Ele abra novamente? Que reconheçamos: «Senhor, fui eu, eu e somente eu. Não é a igreja à qual pertenço, não é culpa deles. É que eu, Senhor, eu não entendi, e venho diante de Ti.»
O salmista Davi disse, porque ele passou por estas experiências: «Quem subirá ao monte do Senhor? Aquele que é limpo de mãos, o contrito e humilhado de espírito. Senhor, Tu não desprezas.»
Temos então a chave para sair desse estado: contrito e humilhado de espírito.
«Senhor, eu venho diante de Ti. Eu não entendi os tempos de visitação. Tu me falaste através daquele acidente, mas eu não entendi. Estavas me falando através daquela enfermidade pela qual passei, onde quase morri, mas eu não entendi, Senhor. Tu me falaste através da perda daquele familiar, mas eu não entendi. Na verdade, eu me ressenti de Ti.
«Por quê? Porque estavas agindo. Eu via outros prosperando, eu via outros crescendo. Mas olha o que está acontecendo comigo. E me ressenti e me afastei. Não entendi, Senhor. Quantas vezes enviaste aquela pessoa para me dizer que eu estava caminhando pelo caminho errado, mas não entendi que isso também era visitação.»
O Amor Disciplinador de Deus
É importante que o homem e a mulher de Deus entendam que Deus disciplina aquele a quem ama. Que Deus não terá por inocente aquele que tomar o Seu nome em vão. Está escrito na Palavra.
Não podemos viver um evangelho acomodado. Não podemos viver um evangelho seletivo. «Só promessas, só promessas, me diga mais promessas, fale-me de promessas.»
Coisas adversas também são visitação.
No evangelho segundo Mateus, capítulo 7, encontramos as palavras de Jesus: «Eu compararei aquele que ouve estas palavras e as pratica àquele que edificou a casa sobre a rocha.» E observe algo muito importante: «A chuva caiu, os ventos sopraram, as correntes bateram contra aquela casa, mas não caiu.»
Coisas adversas também são visitação de Deus. Isto é importante que cada um de nós entenda.
Perguntas para Reflexão
Quantas vezes Deus te visitou? Para responder a essa pergunta, não busquemos somente o tempo quando tudo está indo bem para você no trabalho, o tempo quando você estava prosperando. É necessário que cada um de nós entenda o evangelho do Reino dos céus.
Não conheceram que haviam caído sob juízo de Deus. Porque muitas vezes, classificamos as coisas adversas quase sempre como um ataque de Satanás, como uma opressão de Satanás, e muitos terminam repreendendo quando na realidade é Deus quem está nos falando e nos instruindo sobre por que estamos na condição em que estamos.
Segunda demanda: reconhecer que se caiu em juízo de Deus.
Terceira Demanda: Parar de Esconder Nossas Obras
O versículo 15 diz: «Ai dos que se escondem do Senhor! Encobrindo o conselho e suas obras estão nas trevas e dizem: Quem nos vê? E quem nos conhece?»
Acostumaram-se a caminhar escondendo suas obras. Acostumaram-se a caminhar em silêncios, em pactos de silêncio.
Quantas pessoas falharam diante da presença do Senhor? Quantas pessoas pecaram? Quantos de nós saímos da vontade de Deus? Estou falando, é claro, de homens e mulheres de Deus.
Quantas pessoas saímos do que Deus queria? Deus nos disse, mas fomos por outro caminho. Quantas pessoas agimos como o profeta Jonas?
«Esse homem sou eu, eu pequei. Eu pequei, Senhor.» Quantas pessoas? Mas o que fazemos? Escondemos, reprimimos. «Que ninguém descubra. Melhor se ninguém descobrir. Eu e Deus, eu e Deus.»
A Advertência a Davi
Deus disse algo a Davi que é importante entendermos: «Porque o fizeste em oculto, teus inimigos o farão à luz do dia.»
Quando nos acostumamos a esconder as coisas:
- Não estamos dando oportunidade a Deus de nos curar
- Não estamos dando oportunidade a Deus de nos libertar
- Não estamos dando oportunidade a Deus de trabalhar com nossas vidas
- Não estamos dando lugar a Deus
Pelo contrário, estamos nos afastando de Deus.
Você entende agora por quê? «Este povo se aproxima de Mim com a sua boca e com os seus lábios Me honra; mas o seu coração se afastou de Mim, e o seu temor para Comigo foi ensinado por mandamento de homens.»
Porque se acostumaram a caminhar escondendo tudo. Acostumaram-se a caminhar esquecendo tudo, porque muitos temos a ideia de que se eu esquecer, se não me lembrar disso, passou, já passou, está morto.
O Oculto Tem Vida
Muitos de nós caminhamos dessa maneira, e tenho que lhe dizer: não. Porque as coisas ocultas têm vida, têm vida. Embora estejam ocultas e embora estejam esquecidas, não quer dizer que desapareceram. Estão vivas, e chegará um momento em que isso virá a nós de surpresa para nos envergonhar em público.
Por isso é importante que entendamos que não podemos caminhar escondendo. «Ninguém descobriu. Já pedi perdão a Deus» — que por sinal, isso é parte de uma doutrina religiosa, parte do catolicismo que foi estabelecido desde a Idade Média; não é o que a Palavra do Senhor estabelece.
Se vimos a Cristo Jesus, se não escondemos as coisas, se vimos e nos apresentamos diante Dele e confessamos as coisas, Ele é fiel e justo para nos libertar e nos perdoar.
A Exortação de Paulo
Na epístola do apóstolo Paulo aos Efésios, o apóstolo, pelo Espírito de Deus, diz claramente que não devemos ser cúmplices com as trevas, referindo-se precisamente a isto: não esconder, mas trazer à luz.
Em Efésios capítulo 5, versículo 11 diz: «E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque torpe é até mesmo falar do que eles fazem em oculto.»
Observe o versículo 13: «Mas todas as coisas que são condenadas são manifestas pela luz. Porque tudo o que se manifesta é luz.»
Não nos acostumemos a caminhar encobrindo as coisas. Porque o que estamos provocando, o que estamos construindo, é que ao final de nossa vida, ao final de nossos dias, teremos nos tornado um homem ou mulher que se aproxima com sua boca e honra com seus lábios, mas com um coração completamente distante de Deus.
Perguntas Cruciais
Por que, se sei que tenho que fazer as coisas, não as faço? Por que, se fui instruído no que tenho que fazer, termino fazendo o que não quero fazer? Por quê?
Perguntas que muitas vezes estão nos lábios de homens e mulheres de Deus. Por quê? Porque você se acostumou a encobrir tudo, a caminhar pela aparência, porque o que as pessoas dizem importou mais para nós do que o que Deus diz.
Isso não é vida de fé, isso não é vida no Espírito.
«Sim, mas eu fiz isso antes de vir a Cristo Jesus.» Com isso o que queremos dizer é que aquilo não importa. Agimos como pacientes e agimos como médicos ao mesmo tempo. É isso o que Deus disse, ou é isso o que nós dizemos?
Muitos de nós caminhamos pelo que as pessoas dizem. O que as pessoas dizem importa para nós, o que os outros pensam importa para nós, mas o que Deus pensa sobre nós não importa para nós.
Aí está. Infelizmente caímos em me aproximar de Deus e louvá-Lo e adorá-Lo e cantar cânticos e posso até citar textos bíblicos de memória. Sim, mas em seu coração você se afastou de Deus.
O Verdadeiro Propósito
O propósito não é o que conhecemos, o que entendemos. O propósito é que Deus tenha prazer em nossas vidas.
Não aconteça que um dia nos apresentemos como em Mateus capítulo 7, versículo 21: «Senhor, Senhor, mas se em Teu nome fizemos muitos milagres, falamos em novas línguas. Senhor, expulsamos demônios.» E a resposta seja: «Apartai-vos de Mim, obreiros da iniquidade, porque nunca vos conheci.»
Por quê? Porque nos acostumamos a nos aproximar com nossa boca e honrar com nossa boca, mas longe em nosso coração de Deus.
Isso não é vida, isso não é vida de fé, isso é vida enganosa. «Enganoso é o coração do homem e perverso. Quem o conhecerá? Há caminhos que ao homem parecem retos, mas o seu fim é caminho de morte.»
Aceitando os Juízos de Deus
O Senhor está nos falando, o Senhor está nos corrigindo. Porque não conhecemos o tempo da visitação de Deus, porque não entendemos que caímos em juízo de Deus.
Há muitas pessoas que não aceitam isso sobre os juízos de Deus. «Impossível, é que Deus é amor. O Deus do Antigo Testamento é praticamente diferente do Deus do Novo Testamento. Deus veio para nos amar.» E enfatizamos a segunda, terceira, quarta chance de Deus.
Mas não entendemos que muitas vezes os processos são juízos de Deus, e não saímos dos juízos de Deus porque nos agarramos: «Não, isso não pode ser de Deus. Isso não vem de Deus.»
Tenho que lhe dizer que em Primeira Pedro, capítulo 4, versículo 17, o Espírito de Deus, pela boca do apóstolo Pedro, estabeleceu e disse: «Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus.»
Os juízos são estabelecimentos de Deus da parte de Deus para restabelecer os processos de revelação.
Terceira demanda: parar de caminhar escondendo tudo, agradando aos homens, buscando a aprovação dos homens, nos importando somente com o que os outros pensam, com o que os outros dizem, mas não nos importando com o que Deus diz e com o que Deus pensa.
Um Novo Começo
Estamos começando um novo ciclo anual, ano 2026. Muitas pessoas começaram com grande entusiasmo, como sempre se começam os anos novos, com muitas resoluções: «Este ano vou fazer isso, este ano isso outro, este ano tem que ser diferente, vai ser diferente.» E alguns propõem como se governássemos todas as coisas.
Não é do homem ordenar seu caminho, mas de Deus.
Com muitas resoluções, e muitos de nós não consideramos sequer o que Deus quer. O que Deus quer? Queremos muitas coisas, mas não pensamos no que Deus quer de nossas vidas.
Acontece que os anos passam e não estamos crescendo, mas pelo contrário: cada vez mais estamos nos afastando de Deus.
Veja como começa o capítulo 29:
*»Ai de Ariel, a cidade onde Davi habitou! Acrescentai ano a ano; matem-se vítimas. Mas porei Ariel em aperto, e haverá tristeza e lamentação, e será para Mim como Ariel.»*
O que Deus pensa? Você se perguntou o que Deus quer deste ano? O que Deus exige de você este ano? Você se perguntou, ou não nos importamos?
Conclusão
A vida do homem, a vida da mulher não consiste no que fazemos, nem no que ganhamos — para usar um texto da Palavra bíblica — nem no que acumulamos. Consiste em que nossos nomes estejam escritos no livro da vida. Nisso consiste a vida, a vida em Deus.
Portanto, ao começar este novo ciclo de ensino, de capacitação, cuidemos para que o versículo 13 não se aplique às nossas vidas. Cuidemos para que eu me aproxime com minha boca e honre a Deus com meus lábios, mas que meu coração esteja longe de Deus.
Cuidemos para que este versículo não se cumpra em nossas vidas, porque seria triste e lamentável tempo perdido, do qual Deus em Seu tempo nos confrontaria, e a derrota seria grande.
Oração Final:
Deus eterno, Pai nosso que estás nos céus, invoco meu Senhor Teu nome, Tua graça e Tua misericórdia sobre Teu povo, sobre o qual é invocado Teu nome, ó Deus. Para que este novo tempo, novo ciclo, Senhor, cada um de nós venha: quero ser ensinado, quero ser instruído, quero ser corrigido, quero caminhar na graça, na misericórdia, quero caminhar na vontade de Deus. Que assim seja.
Na próxima semana estabeleceremos ensino sobre os juízos de Deus, porque é importante que entendamos este tema.
Que a paz do Senhor esteja contigo e com a tua casa. Amém.
Pastor Pedro Montoya
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