Doutrina da Salvação - Doutrina de Cristo - Evangelio - Reino de Deus

A libertação também é salvação


A paz do Senhor seja contigo e com a tua casa.

Dou graças ao Deus Eterno, ao Todo-Poderoso, ao Criador do céu e da terra por este tempo. Este é um tempo de revelação, um tempo de visitação do Espírito Santo. Ao Senhor tem agradado congregar-nos para estabelecer Sua misericórdia, Sua graça e, sobre todas as coisas, Sua vontade. Por isso o inimigo neste tempo não tem nenhuma jurisdição, e estabelecemos o poder do Espírito Santo através de tudo o que o Senhor nos permite fazer.

Introdução: Os Dois Aspectos da Salvação

Estamos estudando o tema da salvação, e é necessário que cada um de nós entenda algo fundamental: a salvação consiste na operação do Espírito Santo para resgatar o homem e a mulher do reino das trevas e introduzi-los no reino de Deus.

A salvação tem dois aspectos importantes que todo homem de Deus e toda mulher de Deus devem conhecer:

O Aspecto Futuro (Escatológico)

Este aspecto se refere a quando estes céus e esta terra que conhecemos sejam destruídos completamente, segundo está escrito no livro de Apocalipse. Quando esta criação seja destruída e sejamos levados a um céu novo e a uma terra nova, estaremos sempre com o Senhor, vivendo nos lugares que Deus preparou para todos aqueles que reconhecemos a Jesus como o Senhor de nossas vidas.

A grande maioria acredita que somente isto é salvação, mas devo dizer-lhe que há mais.

O Aspecto Presente

O aspecto presente da salvação é conhecido como:

  • Cura
  • Fortaleza e fortificação
  • Vivificação
  • Libertação

Este último ponto—a libertação—é o tema que vamos estudar neste ensino. A libertação é também salvação, e está disponível para todos, para todo homem e toda mulher.

O Problema: O Egito Permanece no Coração

Nós não devemos viver mais sujeitos sob a autoridade do inimigo. Deus nos chamou precisamente para tirar-nos do reino das trevas e trasladar-nos ao reino da luz admirável em Cristo Jesus.

No entanto, acontece na atualidade como aconteceu quando o povo de Israel foi tirado do Egito: eles foram tirados do Egito, mas o Egito nunca foi tirado de seus corações.

Igualmente, no tempo atual, muitos confessamos que saímos do mundo, mas a realidade—algo que não podemos ignorar nem negar—é que o mundo ainda está no coração de muitos homens e mulheres de Deus. Não estou dizendo que não sejam legítimos, mas há algo que devemos entender: a razão pela qual o mundo e seus deleites permanecem na vida de um homem ou uma mulher não é tanto porque eles assim o queiram, mas porque não passaram por processos de libertação.

A Palavra Profética de Moisés

Quando o povo de Israel foi perseguido pelos egípcios depois de ter saído do Egito, aconteceu o evento da travessia do Mar Vermelho. Moisés estabeleceu da parte de Deus uma palavra profética que se aplica a todos sem exceção: «Hoje estes egípcios que vos perseguem, nunca mais os vereis» (Êxodo 14:13).

Esse é o propósito da libertação: que tudo aquilo que faz parte do reino das trevas e que ainda mantém atividade, governo e execução sobre a vida de um homem de Deus ou de uma mulher de Deus, desapareça completamente.

Hoje encontramos muitos homens e mulheres que fazem parte de uma congregação, mas o reino das trevas mantém atividade em suas vidas. Muitos veem isto como ataques ou opressão do inimigo, mas devo dizer-lhe: não é um ataque, não é uma perseguição, não é uma opressão—é ainda o estabelecimento do reino das trevas dentro da vida da pessoa e dentro dos ambientes onde vive.

Primeira Parte: Todos Necessitamos de Libertação

1. Todos Pecaram e Estão Destituídos

Começamos em Romanos 3:23: «Porque todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus».

Aqui começa tudo: todos pecaram. Quem são todos? Não somente os judeus, os maus ou os perversos. Todos nos envolve a todos em Adão e em Eva no jardim do Éden: os que estamos vivos, os que já viveram e partiram desta terra, e os que ainda faltam por nascer. Todos, sem exceção.

Em Adão e em Eva estávamos representados. Por isso o pecado tem ainda execução em nossos tempos. Embora na realidade somente Adão e Eva foram os que desobedeceram, todos estamos sofrendo as consequências de sua desobediência. Isto é fácil de entender: descendemos de uma mesma linhagem. Toda a humanidade descende de uma mesma linhagem.

O Que Significa «Destituídos da Glória de Deus»?

Quando a Palavra diz que estamos destituídos da glória de Deus, não significa somente que estamos separados, afastados ou longe de Deus. Há algo mais, muito mais importante que muitas vezes não consideramos.

Quando vamos ao livro de Gênesis capítulo 2, quando Deus forma Adão e eventualmente Eva, Deus declarou: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança» (Gênesis 1:26). E a mesma Palavra ratifica que foi feito o homem à imagem e semelhança de Deus.

Quando Romanos 3:23 diz que estão destituídos da glória de Deus, quer dizer—ouça bem o que vou dizer—que o homem e a mulher perdemos a imagem e semelhança de Deus.

Isto é algo que muitas vezes não consideramos. Admitimos: «Sim, está bem, pecamos». Mas muitos ainda consideram o fato de que pecamos como algo não tão grave. Alguns inclusive chamam de «erros» para suavizar as coisas.

Mas tenho que te dizer: sim, é muito grave, sumamente grave. O estar destituído da glória de Deus significa na realidade que o homem e a mulher perderam a imagem e semelhança de Deus.

Imagem e Semelhança: Não é Física, é Espiritual

Devo estabelecer o seguinte: imagem e semelhança de Deus não significa nada físico. Não significa aparência física nem tem a ver com algo físico, porque Deus é Espírito.

Que imagem então? Que semelhança foi a que impactou o homem e eventualmente a mulher? O homem perdeu a imagem e semelhança de Deus—isso é precisamente o que significa estar destituídos da glória de Deus.

2. A Paga do Pecado é Morte

Traslademo-nos agora ao capítulo 6 de Romanos, versículo 23: «Porque a paga do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus Senhor nosso».

A paga do pecado é morte. Por quanto estão destituídos da glória de Deus, a paga do pecado é morte. Por quanto o homem e a mulher perdemos a imagem e semelhança de Deus, a paga do pecado é morte.

Há uma condenação de morte sobre a humanidade, sobre todos os descendentes de Adão e de Eva. Todos procedemos de uma mesma linhagem.

Isto foi exatamente o que Deus disse a Adão: «No dia em que dela comeres, certamente morrerás» (Gênesis 2:17). Como explicamos em outras ocasiões, a palavra que Deus declarou estabelecia que tão logo eles comessem, nesse preciso momento iriam morrer. Mas a misericórdia de Deus alongou o tempo. Não morreram nesse preciso momento. A misericórdia de Deus alongou o tempo, por quê e para quê? Para dar-lhes a oportunidade de arrependimento—esta é a oportunidade que Deus dá a todo homem e a toda mulher.

3. Adquirimos a Imagem de Satanás

Agora deixe-me ir ainda mais profundo sobre o assunto de que perdemos a imagem e semelhança de Deus.

No mesmo capítulo 6 de Romanos, versículo 16, diz: «Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos?»

Enfatizo: sois servos daquele a quem obedeceis.

O que significa isto? Significa que no dia em que o homem e a mulher perdemos a imagem e semelhança de Deus, esse mesmo dia, pela desobediência, adquirimos outra imagem. Não é que ficamos sem imagem nem sem semelhança. Esse mesmo dia, pela desobediência, o homem adquiriu uma nova imagem; esse mesmo dia a mulher adquiriu uma nova imagem.

Isto é o que diz a Palavra. Ser servo de alguém não somente significa ser escravo, não somente significa fazer o que não quero fazer, mas significa que se constituiu da mesma essência daquele a quem obedeceu.

Naquele dia, o homem e a mulher obedeceram a Satanás. Portanto, desde aquele dia o homem e a mulher adquiriram a imagem de Satanás.

Uma Verdade Dura mas Bíblica

Isto é duro. Para muitos, ouvir isto poderia ser motivo de rejeição do ensino. Poderiam dizer: «Impossível. Como pode ser possível que adquirimos a imagem de Satanás?»

Tenho que lhe dizer: sim, isso é o que a Palavra do Senhor diz.

Veja, por exemplo, o que diz em 1 Coríntios 15:49: «E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial».

A primeira parte diz: «trouxemos a imagem do terreno». Quem é o terreno? Adão. Adão adquiriu uma imagem, adquiriu uma semelhança. Perdeu a imagem e semelhança de Deus, mas adquiriu a imagem daquele a quem ele havia obedecido. E a partir daí, todos os nascidos da mesma linhagem de Adão e Eva adquirimos a imagem e semelhança de Satanás.

Embora isto soe duro, é necessário estabelecê-lo. Muitos de nós não queremos realmente entender qual foi a gravidade da desobediência. Por isso ainda no tempo atual, homens e mulheres que fazem parte de uma congregação não têm reparo em continuar desobedecendo a Deus. Por quê? Porque não entendemos na realidade a gravidade do que significou desobedecer a Deus.

Não foi somente um erro, não foi somente uma desobediência. Significou renunciar à imagem e semelhança de Deus e adotar por outro lado a imagem e semelhança de Satanás. Isto é o grave precisamente da condição humana.

As Palavras de Jesus

Estava lendo no Evangelho de João capítulo 8, versículo 44. Veja o que diz (esta é palavra de Jesus dirigida naquele momento aos religiosos, mas se aplica a todos):

«Vós sois do vosso pai, o diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.»

Vós, filhos de vosso pai o diabo, sois. Ele disse isto somente aos fariseus porque eram fariseus? Não. Isto se aplica a todos.

4. A Condição Atual do Crente

Portanto, o que a Palavra do Senhor nos estabelece é que todos necessitamos de libertação.

Muitas pessoas nos escondemos no fato de que já aceitamos a Jesus. Sim, como aconteceu no tempo antigo: o povo de Israel havia saído da escravidão do Egito, mas o Egito não saiu de seu coração. Essa é a condição em que muitas pessoas vivemos hoje em dia.

Somos parte de uma congregação, nos confessamos como cristãos, crentes, filhos de Deus, mas no entanto há tendências, há desejos, há interesses que ainda fazem parte do mundo.

A pergunta é: por quê?

Alguns poderiam dizer: «Bem, porque somos humanos». Outros poderiam dizer: «Porque na realidade somos pecadores ainda, mas perdoados».

Não. Isso não é o que diz a Palavra de Deus. A Palavra de Deus diz: «Se o que é nascido de Deus, a semente de Deus está nele e não pode mais pecar, porque a semente—a semente, o gene de Deus—está nele» (1 João 3:9).

Como então conciliamos esta situação? Como dizia o apóstolo Paulo também em sua epístola aos Romanos: «As coisas que não quero fazer, essas são justamente as que acabo fazendo» (Romanos 7:15).

Como pode ser possível que eu, sendo filho de Deus, tendo me confessado como filho de Deus, tendo aceitado a Jesus, ainda tenho estas tendências?

5. A Atividade Demoníaca em Crentes

Falemos um pouco mais acerca do exercício dos demônios. O exercício dos demônios não somente tem a ver com tendências para o pecado ou para as coisas que não são de Deus. A atividade dos demônios ainda exerce governo sobre a vida das pessoas, apesar de estarem dentro de uma congregação.

E repito: não é somente pela tendência que pudessem ter para o pecado. Falo de:

  • Enfermidades
  • Problemas mentais
  • Problemas físicos
  • Problemas emocionais
  • Problemas no mesmo ambiente, na casa onde se está vivendo

Ainda se vê que os demônios têm ingerência.

O que está acontecendo? Há algo que nós não entendemos corretamente acerca da mensagem do Evangelho. Muitos acreditam que «eu aceitei a Jesus, levantei minha mão e disse eu aceitei a Jesus», e acreditam falsamente—porque não é isso o que a Palavra do Senhor estabelece—que todas as coisas simultaneamente vão mudar.

Tenho que lhes dizer: não, não vão mudar. Vão mudar na medida em que cada homem de Deus, na medida em que cada mulher de Deus vamos:

  • Tirando o Egito de nossos corações
  • Tirando o Egito de nossa mente
  • Tirando o Egito de nossos corpos

A Libertação é Provisão, Não Automática

Veja o que diz a epístola do apóstolo Paulo aos Colossenses 1:13: «Que nos libertou do poder das trevas e nos trasladou para o reino do Seu amado Filho».

Nos libertou, sim, na medida. Porque a obra da cruz do Calvário é provisão de vida, não é que se vai fazer automaticamente ou simultaneamente tão logo você aceitou a Jesus. Não.

É na medida em que cada um de nós vamos submetendo nossas vidas, nossa mente, nosso coração, nosso corpo—vamos submetendo à libertação—é nessa medida que esta palavra se vai cumprindo.

6. O Caso de Mateus 7:21-23

Estou apresentando-lhe casos que chocam para que possamos entender a razão do porquê ainda há forças demoníacas operando na vida de homens e mulheres de Deus. Repito: não é que sejam ilegítimos. O que acontece é que não passaram por libertação.

Em Mateus capítulo 7, versículo 21 em diante, apresenta-se o caso de uns que dizem ao Senhor:

«Senhor, mas se em Teu nome expulsamos demônios. Senhor, mas se em Teu nome falamos novas línguas. Senhor, mas se em Teu nome fizemos muitos milagres.»

E você lê a resposta do Senhor: «Apartai-vos de Mim, obreiros da iniquidade, porque nunca vos conheci» (Mateus 7:23).

Se você compara o que eles estão dizendo—falamos línguas, expulsamos demônios, fizemos milagres—com os sinais de ter crido em Jesus, são precisamente esses mesmos. Pode ler em Marcos 16: «Estes sinais seguirão aos que creem: em Meu nome porão a mão sobre os enfermos, estes sararão; falarão novas línguas; expulsarão demônios» (Marcos 16:17-18).

São os sinais. O que aconteceu então com Mateus 7:21? Eram ilegítimos?

Não. Tenho que lhes dizer que não, porque estão dando os sinais de ter crido.

O que aconteceu então? O que aconteceu foi como no caso de Judas. Judas Iscariotes foi escolhido, mas não tirou Satanás de seu coração. Não o tirou; ao contrário, continuou alimentando-o. E você sabe o que aconteceu com Judas.

Todos necessitamos de libertação. Esta é a parte importante que reconheçamos.

7. Pode um Cristão Estar Possuído?

Há muitos homens e mulheres de Deus, incluindo ministros entre eles, que dizem: «Não, impossível. Um cristão não pode estar possuído por demônios».

Tenho que lhe dizer: não é isso o que a Palavra do Senhor estabelece. E precisamente por arrogar-se essa declaração, por manter essa declaração, continuam vivendo ainda sob as amarras do inimigo. E o que fazem é dizer: «O inimigo está me pressionando, o inimigo está me oprimindo».

Não, não, não. Não é que está te oprimindo. É que tem já controle sobre tua vida. Há áreas de nossas vidas que estão sujeitas ao inimigo e não poderão ser libertadas se a pessoa não se submete à libertação.

A Lâmpada e a Casa

Jesus o disse desta maneira: Não se acende uma lâmpada e se põe debaixo do alqueire. Não se acende uma lâmpada e se põe debaixo da cama. Quando se acende a lâmpada—que é Cristo Jesus—é para que ilumine toda a casa.

Quando uma lâmpada se põe debaixo do alqueire, do guarda-roupa, de um móvel, nessa área vai haver muita luz. Mas nas seções distantes haverá trevas.

Isso é o que acontece na vida de um homem de Deus, isso é o que acontece na vida de uma mulher de Deus que aceitou a Cristo Jesus. Sim, o aceitou. Levaste a luz, introduziste a luz. Mas não está iluminando completamente toda tua vida. Há áreas escuras, há áreas tenebrosas, há áreas que estão ainda sujeitas sob o reino das trevas.

8. Pactos com o Inimigo

Uma pessoa que praticou:

  • Feitiçaria
  • Bruxaria
  • Espiritismo
  • Bestialismo
  • Os mistérios dos rosa-cruzes
  • Os mistérios dos maçons

…e se converte a Cristo Jesus, há áreas que ele ou ela entregou ao inimigo. Se não passa por libertação, essas áreas vão estar levando-o, conduzindo-o por caminhos que não são agradáveis ao Senhor.

Quantas vezes vi homens e mulheres com ministério, mas que nunca passaram por libertação. Seu caminho se torce, vai por sendas que Deus não preparou para ele ou para ela.

Todos necessitamos de libertação, principalmente uma pessoa que está trabalhando em um ministério. Por quê? Porque há áreas, pactos que foram feitos.

«Mas eu nunca convoquei o inimigo»—é a resposta que ouvi muitas vezes. «Mas se eu nunca o invoquei.»

Não importa se não o invocaste. O ter caminhado pelo que o inimigo estabeleceu neste mundo é mais que suficiente para que se considere como um pacto com o inimigo.

Há pessoas que chegam a dizer: «Sim, fiz uma única vez».

E eu tenho que te dizer: Quantas vezes Adão mentiu? Uma única vez. Uma única vez é mais que suficiente.

«Mas é que eu não incursionei, não incursionei realmente.»

Mas o ter admitido, o ter permitido, o ter tão somente considerado a possibilidade de fazê-lo é mais que suficiente. Por isso é importante que entendamos isto.

9. O Fundamento: Arrependimento

Quero ler em Atos dos Apóstolos capítulo 2, versículo 38:

«E Pedro lhes diz: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.»

Por que há pessoas que ainda têm a presença do reino das trevas em suas vidas?

Número um: porque não se arrependeram.

A prática hoje em dia—e já disse—é uma prática que não está fundamentada na Palavra do Senhor. A prática é: «levanta tua mão, repete comigo». E essas palavras que muitos repetimos sem sequer saber o que estávamos dizendo não convertem a pessoa em um cristão, não convertem o homem, não convertem a mulher em filho de Deus.

O que converte um homem? O que converte uma mulher em filho de Deus? O arrependimento.

Eu tenho que me arrepender de meus atos passados. E não apresentá-los como se fossem um pacote. Eu tenho que me arrepender disto, disto, disto, disto. Na medida em que o Espírito Santo vai trazendo à luz, eu me arrependo:

«Não deveria ter estado ali. Nunca deveria ter visitado. Nunca deveria ter praticado. Eu me arrependo, Senhor. Diante de Tua presença eu me arrependo.»

O arrependimento é a base, é o fundamento da libertação. Uma pessoa que não se arrependeu das coisas que fez, das coisas em que incursionou, não pode receber libertação.

Veja o processo: para poder receber o Espírito Santo, o primeiro passo tem que ser o arrependimento. Isto é importante que entendamos.

10. Desfazer-se de Tudo

É importante de igual maneira, sempre em Atos dos Apóstolos capítulo 19, versículo 18:

«E muitos dos que haviam crido vinham confessando e dando conta de seus atos. Igualmente, muitos dos que haviam praticado artes vãs trouxeram os livros e os queimaram diante de todos. E feita a conta do preço deles, acharam ser cinquenta mil denários.» (Atos 19:18-19)

Como fruto de arrependimento, o homem que praticou, a mulher que praticou, o homem que incursionou, a mulher que incursionou em coisas que não deveriam ter incursionado—tudo isso se tem que desfazer disso.

Não podes ficar com nada. Não podes ficar com absolutamente nada que foi parte das práticas do passado.

Por quê? Porque eles representam uma memória espiritual, uma memória que evoca nossas práticas. E ao evocar nossas práticas, está invocando novamente o reino das trevas.

Não podemos ficar com:

  • Objetos
  • Quadros
  • Roupas
  • Móveis
  • Nada que foi parte das práticas que desenvolvemos no tempo antigo

Por quê? Porque do contrário se constituem em um anátema, em uma estaca do inimigo.

Os Para-raios Espirituais

Isto pode explicar por que há homens e mulheres que de repente se encontram em um quarto, se encontram em alguma parte de sua casa, e têm… Conheci casos, tratei casos em que as pessoas mantêm totens em sua casa e chegaram a ter um tipo de experiências sobrenaturais em sua própria casa.

Por quê? Porque ainda continuam mantendo recordações espirituais com a vida do passado.

Tens que tirar completamente. Todos. Não podemos ficar com nada. Por quê? Porque do contrário estamos evocando. Todas essas coisas—presentes, qualquer artigo que recebemos—se convertem e trabalham como se fosse um para-raios espiritual.

Você sabe o que é um para-raios. O para-raios tem a função de atrair. São para-raios espirituais que atraem o reino das trevas.

Portanto, com isto que vimos nos damos conta: todos necessitamos de libertação, todos necessitamos passar por um processo de libertação.

O processo de libertação tem que começar com o arrependimento. Se uma pessoa não tirou de seu coração ainda o Egito, não tirou de seu coração as práticas e as andanças antigas, não poderá ser livre, por mais que talvez tenha o desejo de fazê-lo.

Esta é a razão do porquê há homens e há mulheres que querem buscar a Deus, mas não acontece nada. Vão de igreja em igreja em alguns casos, tentando ou acreditando que se trata do lugar.

Não, não se trata do lugar. Se trata da pessoa. Se trata de cada um de nós que não tiramos o mundo ainda de nossas vidas.

Segunda Parte: Os Benefícios da Libertação

Vamos agora à segunda seção deste ensino. Quero ver os benefícios da libertação para que, ao final, cada um de nós possa dizer: «Eu necessito submeter-me à libertação».

Benefício 1: Alimento Espiritual

Vamos a Marcos capítulo 7, versículo 27:

«Mas Jesus lhes disse: Deixa primeiro saciar os filhos, porque não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.»

Muitas pessoas falam e confessam: «A libertação é o pão dos filhos».

Quero apresentar-te agora o primeiro benefício. O que é a libertação? A libertação é alimento espiritual.

Ali diz. Para que serve o pão? O pão é para alimentar-se. Possivelmente em nossos ambientes, nas culturas em que estamos nos movendo, o pão pode ser um complemento. Não assim no tempo antigo.

No tempo antigo, o pão era o alimento principal. Uma pessoa, de fato, poderia manter-se comendo pão e bebendo água. Você vê isto em algumas partes do Antigo Testamento principalmente. O pão não era um complemento como pode ser hoje. O pão era o alimento principal.

Portanto, quando Jesus disse: «Deixa primeiro saciar os filhos, porque não é bom tomar o pão dos filhos», o que está falando é de alimento.

A libertação é alimento, é alimento espiritual.

Agora você entende por que uma pessoa que não passou por libertação pode tomar a Bíblia—pode tomar as versões mais modernas que são precisamente para levar-lhe uma maior compreensão da leitura—mas não a vai entender.

Por quê? Porque está amarrado. Uma pessoa que não passou por libertação não entende a Bíblia.

Jesus é o Pão da Vida

Veja o que diz no Evangelho de João capítulo 6, versículos 50-51:

«Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre. E o pão que Eu darei é a Minha carne, a qual Eu darei pela vida do mundo.»

O pão não é um complemento. Quando falamos de pão nas Sagradas Escrituras, é o alimento fundamental, é o alimento principal, é a comida.

Portanto, o que é a libertação? Número um: a libertação é alimento espiritual.

Por esta razão é que muitos homens, muitas mulheres não podem crescer. Não podem crescer. Sabem a Bíblia de memória, mas isso não é uma garantia. Segundo Mateus capítulo 4, Satanás também sabe a Bíblia, conhece a Bíblia e a recita. Isso não é uma garantia.

A única garantia é a libertação. Sabe por quê? Porque a libertação é também salvação.

Pessoas que não estão crescendo espiritualmente podem ir duas, três ou mais vezes na semana a uma reunião na igreja, mas em ocasiões saem nem sequer os mesmos que como entraram. Por quê? Porque necessitam de libertação. A libertação é alimento espiritual.

Olhos e Sentidos Abertos

Quero levá-lo ao Evangelho de Lucas capítulo 24. Há um relato que todos conhecemos como o relato dos discípulos que iam caminho a Emaús. O que quero destacar-lhe é o seguinte.

No versículo 27 diz: «E começando desde Moisés e de todos os profetas, explicava-lhes em todas as Escrituras o que a Ele dizia respeito.»

Agora veja o que diz o versículo 31: «Então foram abertos os olhos deles.»

E um pouco mais adiante, no mesmo capítulo, versículo 45, lemos: «Então lhes abriu o entendimento para que compreendessem as Escrituras.»

Por que não entendes a Bíblia? Por que não entendes a Palavra de Deus? Porque embora a leias, não sabes aplicá-la. Porque embora a conheças e embora a recites, não sabes mover-te conforme a Bíblia.

Necessitas de libertação, porque a libertação é alimento espiritual. Enquanto uma pessoa—um homem, uma mulher—não se submeta à libertação, não poderá crescer. Se constituirá em um raquítico espiritual.

De fato, nas epístolas do apóstolo Paulo se fala dos fracos na fé. É muito importante que cada um de nós o entendamos.

Benefício 2: Salvação Física

Vamos ao segundo benefício. Quero ir ao Evangelho de Lucas capítulo 1. Aí vamos encontrar pelo menos três ou quatro benefícios. Vou ler primeiro versículos 68 a 71:

«Bendito o Senhor Deus de Israel, que visitou e fez redenção ao Seu povo, e nos levantou um poder de salvação na casa de Davi Seu servo, como falou por boca de Seus santos profetas que foram desde o princípio: salvação de nossos inimigos e da mão de todos os que nos odiavam.»

Benefício da libertação: representa também salvação física. Salvação física. Representa e significa salvação física.

«Nos libertou de nossos inimigos e da mão de todos os que nos odiavam.»

É libertação. Você vai ao livro de Gênesis quando Jacó está sendo perseguido pelos povos vizinhos. Deus deu uma instrução a Jacó e lhe disse: «Apartai todos os brincos, tudo aquilo que estava associado com idolatria» (Gênesis 35:2-5). E quando Jacó fez isto, o texto declara que caiu um temor sobre os moradores da região e deixaram de perseguir Jacó.

A libertação estabelece salvação de nossos inimigos.

Quantos de nós lemos e citamos um texto do Antigo Testamento declarado pelo profeta que disse: «Nenhuma arma forjada pelos homens poderá prevalecer contra ti»? (Isaías 54:17)

Essa palavra se aplica somente para um homem, somente para uma mulher que se submeteu à libertação. Essa palavra não é para todos. Essa palavra não é para um homem que ainda caminha sob os influxos do Egito. Essa palavra não é para uma mulher que caminha ainda sob os influxos do Egito.

Isto é importante que entendamos. Por quê? Porque hoje em dia cada homem e cada mulher está acomodando o Evangelho aos seus próprios desejos. Hoje em dia há uma tendência dos homens e das mulheres—e estou falando de homens e mulheres que fazem parte de uma congregação—onde cada um acomoda o Evangelho às suas próprias conveniências, à sua própria cultura, ao seu próprio benefício.

Irmão, não é isto o que a Palavra do Senhor nos estabelece. É nós nos acomodarmos ao Evangelho, não ao contrário.

Há salvação física quando se obtém ou quando se sujeita, se submete à libertação.

Benefícios 3-6: Sem Temor, Servir a Deus, Santidade e Justiça

Sempre no capítulo 1, quero ir a outros benefícios. Capítulo 1, versículos 73 a 75:

«Do juramento que jurou a Abraão nosso pai, que nos havia de dar: que sem temor, libertados de nossos inimigos, Lhe serviríamos em santidade e em justiça diante d’Ele todos os nossos dias.»

Aqui você encontra quatro benefícios da libertação:

Benefício 3: Sem Temor

Primeiro benefício: sem temor. Versículo 74: «que sem temor».

Quantos homens e quantas mulheres temem pelas mudanças de governo? Quantos homens e quantas mulheres temem pela desvalorização da moeda? Quantos homens e quantas mulheres estão temendo porque os despeçam? Quantos homens e quantas mulheres estão temendo pelas enfermidades?

De fato, tenho que dizer: há homens e há mulheres que estão tomando medicamentos por se acaso em algum momento me ataca isto.

É essa a vida de fé? É essa a vida de um homem e de uma mulher que creram no Senhor? Você sabe a resposta. Perfeitamente sabe a resposta.

Mas no entanto, muitas pessoas estão caminhando com temor. Temor a isto, temor àquilo, temor todo o tempo. E estão se desgastando de uma forma tal que ainda a idade não justifica a aparência daquela pessoa. Pessoas jovens ainda, mas no entanto demacradas em seu rosto pelo temor.

O que necessitamos? Uma mudança de governo? Uma mudança de economia? Uma mudança disto, daquilo, do outro?

Não. Necessitamos de libertação.

«Que sem temor, libertado de nossos inimigos, Lhe serviríamos.»

Benefício 4: Servir a Deus

Segundo benefício: servir a Deus.

Quantos homens e quantas mulheres têm um chamado da parte de Deus mas não o podem executar? Não o podem desenvolver. Não podem. Por mais… há um impedimento, um estorvo, uma detenção. Começam e de repente: detido, segurado.

Por quê? Porque necessitam de libertação.

«Sem temor, libertado de nossos inimigos, Lhe serviríamos.»

Servir a Deus é um benefício da libertação. Isto é algo que temos que entender, irmãos. Por quê? Porque há homens segurados, porque há mulheres seguradas, retidos na vida. Não podem prosperar. Não podem. Sempre com muito sobe e desce, sobe e desce, sobe e desce. E cada vez tentando subir, as quedas ou as descidas são mais intensas que a subida.

Por quê? Porque necessitamos de libertação.

Benefícios 5 e 6: Santidade e Justiça

Sigo lendo versículo 75: «Lhe serviríamos»—observe—«em santidade e em justiça diante d’Ele».

Aqui há dois benefícios da libertação: santidade e justiça.

A santidade não é uma mudança de roupa. A santidade não é uma mudança de vestimenta. A santidade não é a rigorosidade das leis, dos mandatos aos quais tenhamos que nos sujeitar ou submeter.

A santidade é a obra do Espírito Santo na pessoa.

«Se Eu pelo Espírito de Deus expulso os demônios, é porque o reino dos céus chegou a vós» (Mateus 12:28). Palavra de Jesus.

Porque há pessoas que não podem caminhar em santidade. Necessitam submeter-se a uma rigorosidade de leis e de ordenanças para sentir-se—não é para caminhar, mas pelo menos para sentir-se—que estão caminhando em santidade. Por quê? Porque não passaram por libertação.

Uma pessoa que não foi liberta não pode—ouça bem—não pode caminhar em santidade.

E o segundo benefício que aparece neste versículo: «e em justiça».

O que foi que Jesus disse? «Buscai primeiro o reino de Deus e a Sua justiça, e as demais coisas virão por acréscimo» (Mateus 6:33).

A justiça é parte do reino de Deus. A justiça não é algo opcional. A justiça não é algo: «Se realmente queremos ou se te interessa o tema». Não, não, não é um apêndice. A justiça é parte do reino dos céus.

Mas se a pessoa não passou por processos de libertação, não pode, definitivamente não pode entrar em santidade, caminhar em santidade, nem caminhar em justiça.

Benefício 7: Libertação de Espíritos de Enfermidade

Quero ir ao Evangelho de Lucas capítulo 13. Quero ver os versículos 11 até o 16:

«E havia ali uma mulher que tinha espírito de enfermidade havia dezoito anos, e andava curvada, que de maneira nenhuma podia endireitar-se. E como Jesus a viu, chamou-a e lhe disse: Mulher, livre és de tua enfermidade. E pôs as mãos sobre ela, e logo se endireitou e glorificava a Deus.»

«E respondendo o príncipe da sinagoga, irado de que Jesus houvesse curado no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é necessário trabalhar; nestes, pois, vinde e sede curados, e não no dia de sábado.»

«Então o Senhor respondeu e disse: Hipócritas, cada um de vós não desata no sábado seu boi ou seu asno da manjedoura e o leva a beber?»

Versículo 16—observe bem—«E a esta filha de Abraão, que aqui Satanás havia amarrado dezoito anos, não convinha desatá-la desta ligadura no dia de sábado?»

Outro benefício, irmãos, da libertação é que todo espírito de enfermidade é expulso do corpo.

Há enfermidades que não são o resultado de nada físico. Não é o resultado de idade, de nada físico. Há enfermidades que são o resultado de espíritos. Diz claramente no versículo 11: ela tinha um espírito de enfermidade.

É o resultado de espíritos que em alguns dos casos são:

  • Espíritos que vêm por antepassados
  • Espíritos que vêm por práticas em que a pessoa incorreu
  • Espíritos que vêm por feitiçaria de uns para outros
  • Espíritos que vêm por maldições de uns para outros

São espíritos que amarram, deterioram o corpo da pessoa. Ali vemos claramente: uma pessoa que caminhava curvada. Mas houve necessidade de libertá-la.

Por isso é muito importante que entendamos: todos necessitamos de libertação, porque do contrário o inimigo ainda mantém um exercício, um governo, uma autoridade sobre o homem, sobre a mulher.

Benefício 8: Libertação Familiar e Regional

Quero citar um último caso. Isto gostaríamos de trabalhar mais adiante em algum momento.

Benefício da libertação: a libertação não somente é pessoal ou individual. A libertação pode ser familiar, a libertação pode ser também regional.

Quando a Palavra nos fala de libertação, não somente estejamos considerando ou pensando em uma libertação pessoal. Pode ser também uma libertação familiar: o mesmo espírito atacou, possuiu uma família completa. Poderia ser inclusive até uma geração completa.

No caso que quero mencionar, há libertação também regional. A que me estou referindo? Estou me referindo a libertação de regiões, regiões que estiveram expostas, submetidas, sujeitas a práticas de bruxaria, a práticas de feitiçaria.

Você sabe que há países que mantêm regiões dedicadas à bruxaria. Há um acúmulo de bruxos nessa cidade, há um acúmulo de xamãs nessa cidade, há um acúmulo de espíritas nessa cidade. A isso me estou referindo. E precisamente por eles, um país pode entrar em tenebriosidade, em violência, em um governo satânico.

A Bíblia fala também de libertação de regiões, de países.

Caso 1: Salmo 37

Quero apresentar-lhes dois casos. O primeiro deles no livro de Salmos capítulo 37. Veja o que diz o versículo 9, versículo 10, versículo 11:

«Porque os malignos serão exterminados, mas os que esperam no Senhor, eles herdarão a terra. Pois daqui a pouco não será o mau, e contemplarás sobre seu lugar e não aparecerá. Mas os mansos herdarão a terra e se recrearão com abundância de paz.»

A razão do porquê há países que estão caminhando em uma tenebriosidade é porque, lamentavelmente, o povo de Deus desconhece que se pode levar libertação espiritual a estas regiões.

«Não temos luta contra sangue e carne» (Efésios 6:12). O problema é que muitas vezes queremos trabalhar de forma física, de forma intelectual, de forma racional, de forma filosófica, de forma política.

Não, não. Não somos chamados para isso. Somos chamados para estabelecer libertação espiritual.

Caso 2: Atos 17 e o Apóstolo Paulo

Você vê em Éfeso, quando o apóstolo no capítulo 17… No capítulo 16-17, quando eles chegam a Filipos, encontra-se o apóstolo Paulo, encontra-se Silas e encontra-se Timóteo. Ao menos são os três que se mencionam no momento; não sabemos se havia outros mais com eles.

Mas o comentário que fazem os moradores do povo, os que se opõem a eles, dizem: «Estes que transtornam o mundo chegaram até aqui» (Atos 17:6).

Essa é a obra da libertação: transtornar.

Por que há países? Por que há regiões que foram entregues a Satanás, ao narcotráfico, à feitiçaria, à bruxaria, ao espiritismo? Por que prevalece isso em muitos países?

Vou dizer-lhe algo: porque o povo de Deus desconhece a libertação. Desconhecem. Não querem conhecer da libertação.

Caso 3: Jesus e Jericó

O outro texto que gostaria de apresentar-lhe se encontra no Evangelho de Lucas capítulo 19. Quero ler-lhes somente o primeiro versículo:

«E tendo entrado Jesus, ia passando por Jericó.» (Lucas 19:1)

Tome nota: ia passando por Jericó.

Agora quero levá-lo até o versículo 9:

«E Jesus lhe disse: Hoje veio a salvação a esta casa.»

Por que estou apresentando-lhe este caso? Porque quando você vai ao livro de Josué, descobre que Josué emitiu uma maldição sobre Jericó: «Maldito o homem que reconstruir esta cidade. Sobre seu filho maior ponha os fundamentos, e sobre seu filho menor as portas» (Josué 6:26).

Jericó é esta mesma, é a mesma, não é outra. Josué declarou: «Maldito o homem que reconstruir esta cidade». De forma tal que quando reconstruíram no tempo de Acabe a Jericó, aconteceu essa maldição. Aquele que havia iniciado perdeu seus filhos completamente.

Havia uma maldição.

O que quer dizer então no capítulo 19, versículo 1, que Jesus, entrando, ia passando por Jericó?

Tudo tem um sentido, tem uma razão. Por que Jesus chegou a Jericó? Por que passou por Jericó? Quando você revisa o caso, Jesus poderia ter utilizado outra rota, não necessariamente passar por Jericó.

Por que passou? A grande maioria de nós respondemos: «Ah, passou por Zaqueu».

E eu tenho que lhe dizer: sempre, sempre há um propósito evidente, mas há um propósito oculto.

O propósito evidente era Zaqueu. Mas o propósito oculto—o que não está à vista de todos, somente os entendidos podem ver—o propósito era Jericó. Há uma maldição que é necessário levantar.

Jesus passou por Jericó não somente por Zaqueu, mas para levantar uma maldição sobre a cidade.

Por isso, quando no versículo 9 diz: «Hoje chegou a salvação a esta casa», não somente está falando de Zaqueu. Está falando de Jericó inteiro.

Benefício então da libertação: a libertação também pode ser familiar, pode ser geracional, pode ser regional.

Conclusão

Muitas de nossas regiões podem mudar somente por libertação. Não há outra forma. Não se podem enfrentar estas situações de forma política, de forma militar. Não se podem enfrentar assim. É necessário trabalhá-las espiritualmente.

Mas por causa do desconhecimento da Palavra, muitos estão vivendo sob ainda o domínio de Satanás.

Concluindo: todos necessitamos de libertação. Por quê? Porque a libertação é também salvação.


Te abençoo. A paz do Senhor seja contigo. Amém.


pastor Pedro Montoya


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Soy pastor y maestro de la Palabra. Vivimos en tiempos en que la gente se muestra reacia hacia el Evangelio; para muchos, los temas de fe y del Espíritu resultan intrascendentes y los descartan sin más. El mensaje del Evangelio es una invitación a volver a Dios, a confiar en su Palabra y a caminar bajo la guía de su Santo Espíritu. El Evangelio no es una religión; no entramos en el plano de la Voluntad de Dios simplemente practicando ritos creados bajo el consentimiento humano. Es fundamental entender que las reglas las establece Él, no nosotros. Somos conscientes de que Cristo Jesús viene pronto, pero no todos estamos preparados para recibirlo. Debemos recordar que no se trata solamente de estar en el lugar correcto, sino de estar apropiadamente vestidos para su Venida. Él viene por una iglesia sin mancha ni arruga (Efesios 5:27). Las manchas y las arrugas, si no se corrigen a tiempo, podrían impedirnos ser parte de este evento glorioso. Por ello, reconocemos que el tiempo restante antes de su Venida es un período de preparación, que incluye tanto corrección como capacitación.

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